terça-feira, 25 de setembro de 2007

Parte 1 -- REALIDADE DILACERADA

Agora, não sofras por mim, pois, eu escolhi assim. Cheguei ao ponto de te esperar dilacerar minhas realidades e, ao menos, me responder. Já implorei, chorei, amei mas, não morrestes só dilacerastes os meus nobres sentimentos. Agora, engole à seco teu veneno! Te dilacerarei até que peças de joelho rendição! E farei de tí o meu exército, exército de amor incondicional! Mas eu te aguardarei aqui, passível de emoções! Conheçe-me mais e dilacere minha simulação, pois te aguardo eternamente.....mas não morrar com meu veneno pois ele nos aquece!

******* NÃO DILACERA-ME *******
Não mais dilacere
meu coração
Se queres olhos azuiz, acelere
tua calada oração
Desabas sob o mundo
das sibilas virgens
Que não no submundo
procuram tuas origens
Ah não nos faça utopia
Não nos dê à Baco
Faças soares de alegrias
navegáveis no teu barco
Tuas piadas não me deixam
Tuas palavras não me calam
Me balançam o coração
Corro à tí, dilacerado
Certo, mesmo certo te falam
As frases de perdão
De um só moinho invenenado
Não mais dilacere
tão pouco cales
Tão pouco encerre
a Canção de notas, teus ares
Descei ao Limbo
das prisões destes teus
Oráculos rachados
Olhos de Areia! Meus
Símbolos encantados
E te libertarei
Pois, enquanto pensas
te esperarei
Envenenando-te nos vales profundos
Das dores imensas
que me deteriorarei
Larvas, silvos e gritos!
Bradarei!
Calarei o mar cor griz
De teu badalar errarei
Tua lousa, teu giz!
Sáibas! Lembras de não
Me dilacerar!
Olhos azuis? Longe sertão!
Dislexia do aguardar!
Triste gélida ilusão
Não mais
Vá para longe
Ainda que eu
Longe esteja
De tudo que
Iriamos ser
Recolhei-me
Não mais
Não mais dilacere
meu coração
Pois estás nele, nada difere
Nada cala teu veneno
Tua oração!
25/09/2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Parte 3 -- TUDO DESABA

Agora, você me conheces... Para que omitir? Dizer o que eu não sou? Já disse à vós que não sou poeta. Sou, na verdade, condenado pela filosofia, simulacro da natureza, cópia da dor, do amor, do que sou e, do que não sou. Decidir por mim, não adiantará. Eu sou cúmplice dos fantasmas. O que sou? Saiba que poeta eu não sou, nem criador. Cabe à você decidir o que sou.

********* EU DESABO ********
Se pensas que sou rio
Eu sou cachoeira
Se pensas que sou néctar
Eu sou fruto, bananeira
Da gula do pecado
Se pensas que sou ouro
Eu sou prata
Não fiques assustado
Simulacro de dores
vá lavar os teus pratos
Na pia da Ilusão de Dolores
seus desejos, insígnias do ingrato!
Já disse, não sou poeta
O que sou?
Só posso dizer
aquilo que não gostou
Pensas, reflete, faz prazer
Fantasma, véus impetuosos
Se tu pensas que sou chuva
O que sou dos tortuosos
sou garoa da tua luva
Choro dos feitos medrosos
chupando doce uva
Já te disse, tudo desaba
Já te disse, não sou gelo
Sou fogo, sou mastaba
dos dogmas de um padre singelo
Ah, se tudo isso não bastava
Ainda te digo, que não
Que não sou poeta, sou copiador
Sinta, reflita minha dor!
Tudo desabas, mas
Quem sou Eu?
Espelho que te faz
Reflexo do teu
Agora, Vales
Antes, Agoras
teus Lares
O é Destino
Ide, ou tu Irias por mim?
Raça de menino Ranzinza da Escuridão má
Há segredos,
desabares
Nos versos que lestes....
Já passaram, em pequenas
escadas, ligadas, máiúsculas destes
seios ligados, amor, desabado!
Ah, não sou poeta!
Sou, eu... eu sou....
digamos, Ilha de Creta!
não gostou?
Então sou Desabar da face ereta!
Desabou?
Richard Borges -- 21/09/2007

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Parte 2 -- TUDO DESABA

Simplismente, o medo me dominou. Medo de perder, chorar e todos verem. Mas, minha revolta está começando, pois não posso afogar-me nas ilusões. Esperar um sim, ou quem sabe, até um talvez. Mas, não me digas palavras negativas. É assim que funciona, calar o que desabas e, desabar o vento sob a vida, enxugando meu pranto, meu medo, pois, tudo desaba e, agora, já não sou mais o mesmo.

************LENÇÓIS************
Quero mostrar ao mundo
nossa paixão
Pode vir um sim, um não
Mas, és reap, não és ilusão
Te ensinar meu espanhol
Revelar as marcas
De prazer em
Teu lençol
E Gritar ao mundo que te vejo
brilhar nossas Estrelas
Calar a voz do desejo
Destes, e daqulas
Que não te vejo, Te desejo
Aprender a te calar,
com um eterno Medo
Sufocar teu céu e te beijar
Percorrer tua Inocência
E deixá-la nada tão cedo
Retirar a minha demência
Pois é Amor que eu vejo
Sentir tua derme junto À minha
Escurraçar o moribundo
Desejar-te e te abraçar
Abraçar o teu mundo
em teu barco enbarcar
No mar, Netuno Profundo!
Gritemos, juntos ao mundo
Pois és tão belo se amar
Não és pecado
Pecado mesmo, és negar o
Ser amado
E guardarei nos lençóis
E o tempo vai Parar
E quando Estiver às sóis
Lembre-se do Amor
Que existe entre Nós

Richard Borges -- 31/08/07
( exatas horas, 23:58 )

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Parte 1 -- TUDO DESABA

Tudo desaba uma hora ou outra. É a lei. Prazeres desabam, os segredos desabam e, o viver se acaba. Impulsionado pela raiva e, pelo desejo de impor ao próximo (mais distante, agora. É ironia) um sentimento que o silêncio às vezes demostra mas, se sujeita a desabar sobre o mundo real.

*******TUDO DESABA*******
Não me chames de discreto
pois chegou a tua hora
Descubra o secreto
sentimento meu agora
Pois o que quero é te amar
É viver mas, saber
pra quem contar
Os casos de prazer
pra quem revelar...
Ou ninguém vais saber?
Faça as tuas escolhas
Podes até... pensar
Só não morras... no silêncio
das espumas e bolhas
Do mar da vida
Que estão... a me sufocar
Contrua pontes nas feridas
Sofra, chore, amas mas, não
morras ou torne-as esquecidas
Notas ou poemas,
desejadas ou merecidas
Segredo, faça teu poema
Sejas Pitágoras, Osíris ou Plutão
Faça, as tuas teses e teu teorema
De pensar em não me deixar
jogado em teu Chão
Escolhas, não me chames
de Discreto
Pois são tão óbvios os olhares
de um mundo discreto, não mais
Tão secreto
Segredo! Não sou discreto! Desabas!
Amontoar mágoas
Ou construir pontes que nos elevem?
Sentimentos, deslizes, segredos:
Que nos levem, à verdade de que
Tudo desabas!
Richard Borges -- 09/09/2007
"desabando por você"

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Parte 3 - "pensando em você"

Agora, o ápice do clamor por um espaço. Explorar o universo, o que é mágico e, o que é também real. O segredo é revelado, basta ficar atento e, ligar os fatos, as expressões e, as iniciais de uma vida profundamente silenciosa mas, reveladora, que agora se desmancha como o papel sob o fogo.
*****SEJAS*****

Como o fogo queimou a Terra
E as dunas dançaram
Tua luz és minha guerra
E suas expressões, me encantaram
Vá, seja meu universo,
Ah! De versos e versos
Lá, formas do perverso
Das colheitas galaxiais
Ide e formais minhas
Ridículas expressões
Como a água que molhou
Tua face teu pranto
Abro a janela do que eras
Pois o fogo já queimou
falsos parentescos pelos cantos
Segredo! Serás secreto!?
Dizeis em voz alta para mim
Segredo, revelado nosso decreto
Das nebulosas dos serafins
Anjos de outros mundos
Acabai com as vidraças
das Janelas de nossa imperfeição
Sejais os nossos mudos
Sejais flores com graça
das completas enciclopédias da ilusão
Vá, digas ao mundo
Algo já observo aqui
Lá, naquele profundo
De onde eu já sei, sai
Irei cair novamente!?
Ridícula fruta, açaí!!!
Como o ar nos levou
Levou as poeiras
Balançou, tocou
as nossas cabeleiras
Eu te toco, grito,
Imploro!!!
Deixas este mundo
dos olhos de cloro!
Se te irrito,
Joga-me no vale profundo
Se te agrado,
Sejais agora, meu mundo
Como as terras que florescem
E que meninos um dia
Nascem e crescem
E só fazem alforria
Sejais, luz que não brilha
Que não canta, só ama
Que não encanta, só trilha
Caminhos impercorríveis da cama
Sejais, como o fogo
Que queima o papel
Sejais como a água
Que afoga o cruel
Sejais como terra
que o Universo
te espera
Que agora é perverso
o tempo da guerra
Seja assim,
o papel queimado
Sejas assim,
o cruel afogado
Sejas,
a terra, o arado
Assim, sejas
o ar sufocado
Como toda a essência
Sejas,
Como toda a inocência
De um universo
Que eu e tú,
Que você, desejas!
Richard Borges -05/09/2007

terça-feira, 4 de setembro de 2007

PARTE 2 -- "pensando em você"

Existem muitos sons por ai. Basta ouví-los e, compreendê-los. O poeta coloca-se sob o som do universo em que vive. Ama, chora, canta mas, ouve e compreende a vida e, o amor. Mostra sua religiosidade e, sua utópica expressão de dor. Implora que em seu coração sejam tocados os sons mais armônicos. Basta ouvir e compreender:
***** OUVI OS SONS *****
Hoje eu ouvi, o bem-te-vi
a cantar
Cantar salmos de Davi
E nosso amor a revelar
Ouvi as cachoeiras cristalinas,
Os sorrisos das flores
Ouvi as cantigas das turmalinas
Os prantos das nossas dores
Ouvi o mundo me dizer
Que devia te refazer
Que devia te admirar,
Pois o canto do pássaro vai fazer
O mundo nos aceitar
Aceitem o que és real
Não és o farol
que não acende
Não és o cavaleiro desleal
és algo que nem Deus
Compreende....
Compreende minha luta, minha fé
Pois, por nós, pela natureza
Na brasa colocarei meu pé
Pois assim é tua pureza
Ouvi os cantos da sereia, do mar
Vês aquelas frutas, sozinhas
Em um canto do pomar?
São do amor, vizinhas
De um eterno som a ecoar
Ouvi, pois, meus sons....
Ouvi-me agora
Pintai mais belos tons
Não caia fora
Seja assim,
O som eterno
De um eterno pensar em mim
De um eterno tom
Seja meu longo inverno
Mas não tão triste assim
Richard Borges -- 03/09/2007

PARTE 1 -- "pensando em você"

Agora nosso poeta enfrenta situações como a solidão, o amor incondicional e, a não mais culpa em amar, pois amar não é pecado. Ele pensa no ser amado todo o tempo, vive poe le, ama o mundo como ele é e, não acredita no mal, na dor, no pecado, porque só pensa no amor. Vejamos:

****GRITO DO PECADO****
Vou gritar ao mundo que te vejo
Ensinar-lhe meu Espanhol
Mostrar o meu desejo,
As marcas de prazer no teu lençol
Gritar e gritar
Sair, mostrar ao mundo o real
Amar e amar
Ser, o que se é coisa e tal

Falar, calar o desejo
Amaldiçoar os olhos do que
Já não mais vejo,
E calar o mudo de suas palavras
E afogar-te em meu beijo

Quero que saibas que te tenho
Que te amo, que te eternizo
Pois como poeta hoje venho
Dizer que te realizo

Realizo os sonhos, destruo medo
Faço canções mudas e surdas
Poemas moribundos de desejo
Com perfumes inodoros de
Românticas valsas corcundas

Sou poeta?
Não, simplesmente te escrevo
Dou-lhe a mão do amor,
Dou-lhe a sorte do trevo
Apenas sinto no poema, teu calor

Saiba que te quero, te desejo
Eu quero ser feliz
E não é pecado amar de verdade
Pois eu te vejo,
E sempre te quiz
Agora, seja meu, és realidade

E te bradarei, gritos da verdade,
Mas nosso amor, não és pecado
És puro grito da realidade
Richard Borges --01/09/2007