*****SEJAS*****
Como o fogo queimou a Terra
E as dunas dançaram
Tua luz és minha guerra
E suas expressões, me encantaram
Vá, seja meu universo,
Ah! De versos e versos
Lá, formas do perverso
Das colheitas galaxiais
Ide e formais minhas
Ridículas expressões
Como a água que molhou
Tua face teu pranto
Abro a janela do que eras
Pois o fogo já queimou
falsos parentescos pelos cantos
Segredo! Serás secreto!?
Dizeis em voz alta para mim
Segredo, revelado nosso decreto
Das nebulosas dos serafins
Anjos de outros mundos
Acabai com as vidraças
das Janelas de nossa imperfeição
Sejais os nossos mudos
Sejais flores com graça
das completas enciclopédias da ilusão
Vá, digas ao mundo
Algo já observo aqui
Lá, naquele profundo
De onde eu já sei, sai
Irei cair novamente!?
Ridícula fruta, açaí!!!
Como o ar nos levou
Levou as poeiras
Balançou, tocou
as nossas cabeleiras
Eu te toco, grito,
Imploro!!!
Deixas este mundo
dos olhos de cloro!
Se te irrito,
Joga-me no vale profundo
Se te agrado,
Sejais agora, meu mundo
Como as terras que florescem
E que meninos um dia
Nascem e crescem
E só fazem alforria
Sejais, luz que não brilha
Que não canta, só ama
Que não encanta, só trilha
Caminhos impercorríveis da cama
Sejais, como o fogo
Que queima o papel
Sejais como a água
Que afoga o cruel
Sejais como terra
que o Universo
te espera
Que agora é perverso
o tempo da guerra
Seja assim,
o papel queimado
Sejas assim,
o cruel afogado
Sejas,
a terra, o arado
Assim, sejas
o ar sufocado
Como toda a essência
Sejas,
Como toda a inocência
De um universo
Que eu e tú,
Que você, desejas!
Richard Borges -05/09/2007
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