******* NÃO DILACERA-ME *******
Não mais dilacere
meu coração
Se queres olhos azuiz, acelere
tua calada oração
Desabas sob o mundo
das sibilas virgens
Que não no submundo
procuram tuas origens
Ah não nos faça utopia
Não nos dê à Baco
Faças soares de alegrias
navegáveis no teu barco
Tuas piadas não me deixam
Tuas palavras não me calam
Me balançam o coração
Corro à tí, dilacerado
Certo, mesmo certo te falam
As frases de perdão
De um só moinho invenenado
Não mais dilacere
tão pouco cales
Tão pouco encerre
a Canção de notas, teus ares
Descei ao Limbo
das prisões destes teus
Oráculos rachados
Olhos de Areia! Meus
Símbolos encantados
E te libertarei
Pois, enquanto pensas
te esperarei
Envenenando-te nos vales profundos
Das dores imensas
que me deteriorarei
Larvas, silvos e gritos!
Bradarei!
Calarei o mar cor griz
De teu badalar errarei
Tua lousa, teu giz!
Sáibas! Lembras de não
Me dilacerar!
Olhos azuis? Longe sertão!
Dislexia do aguardar!
Triste gélida ilusão
Não mais
Vá para longe
Ainda que eu
Longe esteja
De tudo que
Iriamos ser
Recolhei-me
Não mais
Não mais dilacere
meu coração
Pois estás nele, nada difere
Nada cala teu veneno
Tua oração!
25/09/2007
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